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Carteira consolidada da Prevcom encerra junho com rentabilidade de 0,87%

30/07/2026 11:57

A carteira consolidada da Prevcom rendeu 0,87% em junho, acima da meta de referência (0,53%), da poupança (0,67%) e do IPCA (0,16%) do período, elevando o patrimônio a R$ 5,32 bilhões.

O resultado do mês foi puxado pelo desempenho consistente dos fundos atrelados ao CDI, que compensou a desvalorização registrada pelos títulos de prazo mais longo, sobretudo os indexados à inflação. O movimento reflete a reprecificação do mercado em meio ao aumento das preocupações com a inflação e com o quadro fiscal doméstico.

Os fundos de crédito privado, que representam 15,4% do patrimônio, renderam 1,08% em junho e foram beneficiados pelo aumento da procura dos investidores associado à oferta ainda limitada de novas emissões. O movimento favoreceu principalmente os títulos de emissores com melhor qualidade de crédito, embora os ativos de maior risco também tenham apresentado resultados positivos, com comportamento mais heterogêneo entre emissores.

O segmento de renda variável apresentou retorno de -0,14% em junho, acima do Ibovespa, de -1,01% no período, estando o índice pelo quarto mês consecutivo em queda. O resultado foi influenciado pela continuidade da saída de recursos estrangeiros, direcionados a mercados desenvolvidos, e pela manutenção dos juros domésticos em patamar elevado, em meio às preocupações fiscais e inflacionárias, o que reduziu a atratividade relativa da bolsa local.

O segmento de investimentos no exterior, com 1,9% do patrimônio, rendeu 1,56% em junho. A carteira é composta por um fundo de ações globais, que acompanha o MSCI World convertido em reais, índice que subiu 1,54% no mês, e por um fundo de ações europeias, referenciado ao MSCI Europe em reais, com alta de 3,01%.

Os segmentos estruturado e imobiliário, que somam 6,9% do patrimônio, renderam -0,30% e -2,36% em junho, respectivamente. Os fundos de participações e de infraestrutura são reavaliados periodicamente e têm como referência a inflação acrescida de um prêmio. Os fundos imobiliários, por sua vez, acompanharam a queda do IFIX, de -1,21% no mês, pressionados pelo patamar de juros, que torna a renda fixa mais atrativa frente aos ativos imobiliários.

As operações com participantes representam 0,2% do patrimônio e renderam 0,86% em junho, acima da meta de referência de 0,53%.

No acumulado de 12 meses, o resultado chega a 12,44%, também acima da meta atuarial da fundação (9,37%), da poupança (9,37%) e da inflação (4,64%).

CENÁRIO NACIONAL

Inflação e juros

O IPCA de junho veio em 0,16%, bem abaixo da mediana de mercado, levando a inflação acumulada em 12 meses de 4,72% para 4,64% — ainda acima do teto da meta, mas com desaceleração relevante frente aos 0,58% de maio. O Banco Central iniciou o ciclo de corte da Selic, reduzindo a taxa para 14,25% ao ano após longo período em 15%, movimento respaldado pela moderação da atividade e melhora nas expectativas inflacionárias.

Mercados

O Ibovespa fechou junho perto dos 173 mil pontos, com ganho semanal superior a 2% na reta final do mês, embalado pela leitura benigna do IPCA, pelo alívio na curva de juros e pelo recuo do petróleo após a trégua no Oriente Médio — recuperação parcial frente à correção que havia levado o índice dos recordes acima de 199 mil pontos (abril) para a casa dos 170 mil. O dólar encerrou o mês cotado perto de R$ 5,17, acumulando queda de cerca de 5,8% no ano, refletindo tanto o enfraquecimento global da moeda americana quanto o apetite por risco em emergentes.

Político

O mês foi marcado pela intensificação da corrida eleitoral: pesquisa BTG/Nexus de 29 de junho mostrou Lula com 42% das intenções no primeiro turno, contra 34% de Flávio Bolsonaro, com segundo turno apertado (47% a 44%). No Congresso, o governo segue com dificuldade para avançar sua agenda prioritária — apenas duas de oito propostas centrais foram aprovadas no semestre —, com destaque para o impasse em torno do fim da escala 6x1, negociado com Davi Alcolumbre e Hugo Motta.

CENÁRIO INTERNACIONAL

Política monetária e mercados

Em 17 de junho, sob a presidência de Kevin Warsh, o Fed manteve os juros em 3,5%–3,75%, com maioria dos membros sinalizando viés de alta diante do ressurgimento inflacionário puxado pelo petróleo e pelas novas tarifas de Trump — um contraste direto com o corte promovido pelo Banco Central brasileiro. Ainda assim, Wall Street fechou o trimestre em recorde: o Dow bateu máxima histórica (52.182 pontos), o S&P 500 encerrou em 7.440 pontos e o Nasdaq em 25.820 pontos, com ganhos semestrais de cerca de 8% a 11%, impulsionados pela confiança na tese de IA e pelo alívio geopolítico no fim do mês.

Economia e comércio

A guerra no Oriente Médio, iniciada em fevereiro entre Israel, EUA e Irã, seguiu distorcendo o mercado de energia, com o petróleo oscilando fortemente conforme os episódios de tensão no Estreito de Ormuz — chegando a bater US$ 100 o barril antes de recuar para perto de US$ 70 (WTI) e US$ 72 (Brent) no fechamento do trimestre, à medida que o acordo se consolidava.

Político

O fim oficial da guerra do Irã foi anunciado em 14 de junho, com retirada antecipada de tropas americanas e tratado permanente firmado na Suíça em 19 de junho, envolvendo a reabertura de Ormuz, apoio ao Paquistão e cessar-fogo no Líbano. Uma nova escalada de curta duração no fim de semana seguinte ao dia 17 ainda gerou apreensão, mas novo acordo formal para cessar hostilidades foi selado em 30 de junho, encerrando o trimestre com alívio nos mercados globais de energia e ações.

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